“O contexto é a relação entre algo e a situação em que ele ocorre. É o que permite uma correta compreensão.”
” (…) garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor (…) “.
Carlos Drummond de Andrade.
Um mês inteirinho. Mais de um mês na verdade. Sem nenhuma palavra, expressão, frase, quanto menos um texto. É difícil para mim expor com palavras a dificuldade que encontro para criar textos quando estou fora do meu contexto. É como um peixe fora d’água, um pássaro na gaiola, uma flor que cresceu no asfalto. E não digo isso por estar literalmente em um espaço do qual não me encaixo, refiro-me à escolhas que faço que me levam para longe do contexto que sou.
Deixa eu explicar melhor. Imagine um peixe que peça para morar fora d’água, imagine um pássaro que escolha morar numa gaiola, imagine uma flor, que de todos os lugares no qual poderia nascer, escolhe o asfalto? Até parece loucura, mas é exatamente assim que estou, fora de contexto. Olho a minha volta e a situação é uma, olho para dentro e a situação é outra. E me pergunto como foi que eu parei aqui? Será que eu sou a única que já se sentiu assim?
Resume-se em falta de coragem para voltar atrás quando se percebe um caminho errado. Em acomodação – que é quentinha e acolhedora – versus o risco que é tão… desconhecido! Em medo de se perder mais ainda. São as escolhas feitas e não o acaso.
E qual é o tempo de vida de um peixe fora d’água? De uma flor, em um asfalto? Enfim… Pra que viver fora de contexto se a gente pode arriscar, meter a cara, correr atrás, tropeçar, levantar e se assumir?
Assumir quem nós somos é pular pra dentro do nosso próprio contexto, e além disso é compreender essa relação entre a nossa essência e nossas escolhas.
Mas que texto esquisito hem – confuso até! Por favor, perdoe a autora, ela encontra-se totalmente fora do seu contexto.

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